domingo, 18 de dezembro de 2011

Imagens em sépia com filtros do Photoshop


Uma conversão simples em três passos.



Publicado originalmente na edição número 34 da revista Photoshop Creative.

Sépias ricos
 

Esta conversão permite um controle máximo.

01 Nivele

Para começar, crie uma camada
de ajuste de Levels.

Na paleta de ajuste, puxe as alças
externas do deslizante para que
toquem as bordas do histograma.

O contraste da imagem será
aumentado. Pegue o deslizante
central e mova-o ligeiramente
para a esquerda para dar um pouco de brilho à imagem.


Assim, ela ficará mais bacana quando removermos a saturação.


02 Preto e branco

A seguir, inclua uma camada de
ajuste Black and White sobre o
ajuste de Levels.

Na paleta Adjustments, procure
pelo menu de cortina próximo ao
topo. Trata-se de predefinições
usadas para criar diferentes tipos
de efeito em preto e branco.

Usamos os ajustes Neutral Density
para nossa imagem dos cavalos.




03 Filtro fotográfico

Finalmente, adicione uma camada
de ajuste Photo Filter.

No menu de cortina Filter, selecio
ne a opção Sepia. 

Se a colorização não for forte o
bastante, aumente o deslizante
Density para enriquecer o efeito.

Tente marcar e desmarcar Preserve Luminosity para ver o que fica melhor em sua
imagem.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Nikon D4


Depois que a Canon chegou ao mercado com sua 1DX, todo mundo está esperando uma resposta da Nikon. O lançamento da D4 não é mais um rumor, é uma realidade concreta que vai se materializar nos próximos meses. Algumas características do equipamento já estão circulando em sites especializados como o Nikon Rumors e posso dizer que a câmera será um sonho para os profissionais e amadores avançados. Se você já achou que a resolução de 18 megapixels era muito pouca para a Canon 1Dx, então vai ficar horrorizado em saber que a D4vai estar equipada com um sensor CMOS full frame de 16 megapixels. Pausa para uma pequena reflexão. Embora a tecnologia das reflex profissionais possa ultrapassar tranquilamente a casa dos 20 megapixels as duas maiores fabricantes de câmeras fotográficas digitais decidiram não fazer isso. A briga aqui é por qualidade em ISO elevado, uma coisa que os profissionais de fotografia estão procurando cada vez mais. Que as médio formato se preocupem com as grandes ampliações. Será uma mudança de pensamento permanente no mercado?
A câmera poderá disparar até 11 fotos por segundo em resolução máxima e com o autofocus ativado. Agora a característica que mostra que aqui a brincadeira é de gente grande é que o ISO nativo da câmera vai de 100 até 102.400. Alguém ai fica impressionado? Eu fico. Fora isso é possível estender o ISO para baixo até 50 e para cima até 204.800. O sistema de autofocus é composto 51 pontos, sendo 9 em cruz até f/8, e a câmera vai fazer vídeos em full HD. Só não se sabe ainda a quantidade de fotogramas por segundo. Fechando as características interessantes, a nova Nikon D4 vai ser compatível com os cartões Compact Flash tradicionais e com a nova tecnologia XQD.
A expectativa é que a nova câmera seja anunciada em janeiro durante a PMA de Las Vegas e que sua primeira aparição oficial seja durante o CP+ no Japão em fevereiro de 2012. O precinho camarada ainda não foi anunciado.
FONTE: MEIO BIT

Estão disponíveis as versões finais do Camera RAW 6.6 e Lightroom 3.6



Notícia rápida para você que edita os seus arquivos RAW nos programas da Adobe. Já estão disponíveis para download as versões finais no Adobe Camera RAW 6.6 e do Adobe Lightroom 3.6.  Ao que parece, está nova atualização apenas adiciona compatibilidades com as novas câmeras lançadas nos últimos meses.
Agora é possível trabalhar com o RAW das câmeras Canon Powershot S100, Fuji Finepix X10, Leica V-LUX 3,Nikon 1 J1, Nikon 1 V1, Panasonic DMC-GX1, Ricoh GR Digital IV, Samsung NX5, Samsung NX200 e Sony NEX-7. Muito bom ver que as câmeras da Fuji finalmente estão se adaptando às tecnologias da Adobe. Até hoje estou esperando por um modo de converter o RAW da S200EXR. Junto com a atualização de câmeras também foi disponibilizado 30 novos perfis de correção de lente.
É possível baixar gratuitamente tanto o Ligthroom 3.6 (Mac e PC) quanto o Adobe Camera RAW 6.6  (Mac ePC) direto da página da Adobe.
FONTE: MEIO BIT

Cartões XQD – novo formato de Compact Flash



Quando as primeiras câmeras digitais realmente viáveis começaram a aparecer no mercado todo mundo conhecia o Compact Flash. Fora o Memory Stick da Sony, este era o cartão de memória que todo mundo conhecia. Grande e caro o formato reinou absoluto até a entrada no mercado dos cartões SD (nem vamos comentar nada sobre os cartões XD da Fuji e Olympus). Hoje, apenas as câmeras de grande porte ainda utilizam o formato, mas até isto está para mudar.
A Compact Flash Association acaba de apresentar ao mundo as novas características do seu novo formato de cartão. O XQD vai ser baseado em tecnologia PCI Express, o que deve gerar uma velocidade de gravação de dados de 125MB/s. O XQD também será menor do que os atuais Compact Flash ficando com dimensões de 38.5 x 29.8 x 3.8mm. Infelizmente as informações oficiais acabam por ai.
Não sabemos quais serão as capacidades de armazenamento e nem as empresas que já vão lançar câmeras compatíveis com o formato (embora os rumores indiquem que a nova Nikon D4 já estará preparada para isso). Conforme indicado por Shigeto Kanda da Canon, presidente do conselho da Compact Flash Association, o formato XQD permitirá ainda a evolução de aplicações de hardware e de imagem, e vai ampliar as opções de cartão de memória Compact Flash disponíveis para os usuários, tais como fotógrafos profissionais”.
O mais importante, que é o preço, também não foi anunciado, mas sabemos que os primeiros modelos de cartõesXQD serão apresentados em fevereiro de 2012 durante a CP+ no Japão
FONTE: MEIO bit

sábado, 1 de outubro de 2011

Perfis de cor, o que são e para que servem?

Toda imagem RGB pode ser codificada em 256 ou 32.769 níveis por canal.O que um espaço de cor faz é organizar esses níveis dentro de um espectro visível, ou da quantidade de cor que podemos enxergar. Ou seja, o espaço de cor determina a quantidade de cor que podemos abranger com a informação disponível. Existem milhares de espaços de cor, mas atualmente nós fotógrafos trabalhamos a maior parte do tempo apenas com dois:

Adobe RGB (1998)

Um dos mais utilizados pelos fotógrafos, principalmente em imagens que serão impressas em gráficas ou inkjets como a HP Z3100. Com uma gama de cores relativamente grande, engloba as cores da impressão offset e grande parte das cores possíveis com inkjet. Este perfil foi desenvolvido pela Adobe exatamente com o propósito de ser um espaço de cor compatível com a impressão baseada em tintas.

sRGB

É o segundo espaço de cor mais utilizado. Desenvolvido pela Microsoft e HP para representar a capacidade de reprodução de cores de um monitor CRT (tubo), acabou se mostrando também o mais adequado para impressões em minilabs (que usam emulsões químicas gravadas por laser no lugar de tinta). Menor que o Adobe RGB, tem como característica ser bastante adequado para a visualização em websites, apresentações multimídia, impressões em minilabs e uso em aplicativos que não possuem gerenciamento de cores, mas exibem arquivos em RGB. Você já deve ter percebido pelas imagens acima que o sRGB guarda pouca informação sobre verde e azul, enquanto o Adobe RGB já consegue gerenciar melhor as informações nesses tons. Se você já fotografou algum show ou apresentação com iluminação colorida deve ter percebido que ao fotografar em sRGB o canal vermelho ‘estoura’ com grande facilidade, e mesmo em RAW você nem sempre consegue recuperar o tom original da foto.

Por esse motivo algumas pessoas dizem que o perfil sRGB teria dois canais de vermelho, o que já vimos não é verdade, o perfil apenas não guarda informações das cores opostas ao vermelho, que são o azul e o verde, necessárias para contra-balancear as informações.

Configure em sua Nikon

Agora que já entendemos o funcionamento básico de um perfil de cor, podemos esclarecer outras formas de utilizá-los, como por exemplo na calibração do monitor. Afinal, nada mais frustante do que trabalhar horas a fio para deixar suas fotos lindas, e quando imprimir ou passar por email ela estar completamente destruída.

Quem já visitou qualquer loja que venda eletrônicos provavelmente parou para ver a parede de televisores. Gigantes de plasma, projetores e simpáticas tvs de 14 polegadas, todas sintonizadas na mesma novela, ou no mesmo dvd. Você já parou para pensar no porquê disso? Como a mesma imagem pode ser interpretada de maneiras diferentes por aparelhos diferentes? Os monitores emitem luz em porcentagens contraladas de vermelho, azul e verde para reproduzir as cores das imagens em pequenos pontinhos, os nossos amigos pixels. Mas como temos essas variações de cores se todas as tvs estão recebendo o mesmo sinal vindo da mesma emissora ou do mesmo aparelho de dvd?

Simples, porque assim como as pessoas, nenhum dispositivo é igual a outro. Até dois monitores de uma mesma marca e modelo podem apresentar um azul ligeiramente diferente, simplesmente por serem dois exemplares fisicamente distintos. Os colorantes usados para determinar o vermelho, o azul e o verde podem ser ligeiramente diferentes, o que já é suficiente para que as cores não casem.

Configure em sua Canon

Uma das grandes limitações dos sistemas de cores é que eles apenas descrevem um ‘receita’ de cor, mas não a aparência exata. Que cor é R0 / G218 / B0 ? Verde, mas o tom exato de verde vai depender do monitor. O que nos deixa sem referência, em frente a uma parede de televisores. Mas então ser cada monitor tem um RGB levemente diferente, como fazer para as imagens terem as mesmas cores em vários monitores diferentes? Aí entra em cena a calibração através de um colorímetro. Basicamente o colorímetro mede a intensidade dos padrões RGB de um monitor e cria um perfil específico para monitor. Esse colorímetro percebe que o verde do meu monitor é R0 /G218 / B0 (comparando com um banco de dados interno, esses valores são os que fazem o verde do meu monitor ficar igual ao verde padrão do colorímetro) e que no monitor do lab que imprimo o verde é R0 / G223 / B3.

Assim o colorímetro gera um perfil que o computador salva como um arquivo .ICC (o mesmo que algumas placas de vídeo trazem nos dvds de instalação) com as informações para quando você levar suas imagens para outro computador, basta levar junto seu perfil ICC que você terá os mesmos resultados.

Então ser você quer que as fotos que você trabalhou por tanto tempo para ficarem com as cores perfeitas sejam impressas exatamente iguais, o melhor que você pode fazer é ir no lab que você faz suas impressões e pedir o perfil de cores da impressora que eles usam.

Configure no Lightroom 3

Se você já instalou uma impressora na sua casa deve saber que nas opções de impressão você pode escolher o tipo de papel, gramatura e outras firulas. Para cada uma dessas diferentes opções a impressora tem um perfil de cor diferente, porque em cada situação a tinta é absorvida pelo tipo de papel de forma diferente, e quando uma tinta seca a cor fica levemente diferente. Sabendo a marca e modelo da impressora do seu lab, você pode procurar os perfis de cores na internet, ou até mesmo no próprio site do fabricante. Então quando você já sabe qual impressora e qual tipo de papel vai usar para o trabalho final, você vai nas opções de visualização do seu monitor e usa o perfil adequado, e quando você imprimir as fotos terão as cores exatas que você tanto trabalhou para alcançar.

Bom pessoal, por enquanto é só. Este artigo é uma breve explicação sobre as diferenças entre os perfis de cores, e como eles influenciam na imagem final. Claro que o tema é muito mais complexo, temos outras várias considerações, mas basicamente já conseguimos entender a importância de escolher o perfil certo já no momento da captação para evitar imprevistos na hora da pós, e como um monitor calibrado de acordo com o modo de impressão vai fazer com que tanto trabalho em busca das cores perfeitas não vá por água abaixo na hora da impressão e você tenha que refazer tudo.