quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Nikon D4
Estão disponíveis as versões finais do Camera RAW 6.6 e Lightroom 3.6
Cartões XQD – novo formato de Compact Flash
sábado, 1 de outubro de 2011
Perfis de cor, o que são e para que servem?
Toda imagem RGB pode ser codificada em 256 ou 32.769 níveis por canal.O que um espaço de cor faz é organizar esses níveis dentro de um espectro visível, ou da quantidade de cor que podemos enxergar. Ou seja, o espaço de cor determina a quantidade de cor que podemos abranger com a informação disponível. Existem milhares de espaços de cor, mas atualmente nós fotógrafos trabalhamos a maior parte do tempo apenas com dois:

Adobe RGB (1998)
Um dos mais utilizados pelos fotógrafos, principalmente em imagens que serão impressas em gráficas ou inkjets como a HP Z3100. Com uma gama de cores relativamente grande, engloba as cores da impressão offset e grande parte das cores possíveis com inkjet. Este perfil foi desenvolvido pela Adobe exatamente com o propósito de ser um espaço de cor compatível com a impressão baseada em tintas.
sRGB
É o segundo espaço de cor mais utilizado. Desenvolvido pela Microsoft e HP para representar a capacidade de reprodução de cores de um monitor CRT (tubo), acabou se mostrando também o mais adequado para impressões em minilabs (que usam emulsões químicas gravadas por laser no lugar de tinta). Menor que o Adobe RGB, tem como característica ser bastante adequado para a visualização em websites, apresentações multimídia, impressões em minilabs e uso em aplicativos que não possuem gerenciamento de cores, mas exibem arquivos em RGB. Você já deve ter percebido pelas imagens acima que o sRGB guarda pouca informação sobre verde e azul, enquanto o Adobe RGB já consegue gerenciar melhor as informações nesses tons. Se você já fotografou algum show ou apresentação com iluminação colorida deve ter percebido que ao fotografar em sRGB o canal vermelho ‘estoura’ com grande facilidade, e mesmo em RAW você nem sempre consegue recuperar o tom original da foto.
Por esse motivo algumas pessoas dizem que o perfil sRGB teria dois canais de vermelho, o que já vimos não é verdade, o perfil apenas não guarda informações das cores opostas ao vermelho, que são o azul e o verde, necessárias para contra-balancear as informações.
Agora que já entendemos o funcionamento básico de um perfil de cor, podemos esclarecer outras formas de utilizá-los, como por exemplo na calibração do monitor. Afinal, nada mais frustante do que trabalhar horas a fio para deixar suas fotos lindas, e quando imprimir ou passar por email ela estar completamente destruída.
Quem já visitou qualquer loja que venda eletrônicos provavelmente parou para ver a parede de televisores. Gigantes de plasma, projetores e simpáticas tvs de 14 polegadas, todas sintonizadas na mesma novela, ou no mesmo dvd. Você já parou para pensar no porquê disso? Como a mesma imagem pode ser interpretada de maneiras diferentes por aparelhos diferentes? Os monitores emitem luz em porcentagens contraladas de vermelho, azul e verde para reproduzir as cores das imagens em pequenos pontinhos, os nossos amigos pixels. Mas como temos essas variações de cores se todas as tvs estão recebendo o mesmo sinal vindo da mesma emissora ou do mesmo aparelho de dvd?
Simples, porque assim como as pessoas, nenhum dispositivo é igual a outro. Até dois monitores de uma mesma marca e modelo podem apresentar um azul ligeiramente diferente, simplesmente por serem dois exemplares fisicamente distintos. Os colorantes usados para determinar o vermelho, o azul e o verde podem ser ligeiramente diferentes, o que já é suficiente para que as cores não casem.
Uma das grandes limitações dos sistemas de cores é que eles apenas descrevem um ‘receita’ de cor, mas não a aparência exata. Que cor é R0 / G218 / B0 ? Verde, mas o tom exato de verde vai depender do monitor. O que nos deixa sem referência, em frente a uma parede de televisores. Mas então ser cada monitor tem um RGB levemente diferente, como fazer para as imagens terem as mesmas cores em vários monitores diferentes? Aí entra em cena a calibração através de um colorímetro. Basicamente o colorímetro mede a intensidade dos padrões RGB de um monitor e cria um perfil específico para monitor. Esse colorímetro percebe que o verde do meu monitor é R0 /G218 / B0 (comparando com um banco de dados interno, esses valores são os que fazem o verde do meu monitor ficar igual ao verde padrão do colorímetro) e que no monitor do lab que imprimo o verde é R0 / G223 / B3.
Assim o colorímetro gera um perfil que o computador salva como um arquivo .ICC (o mesmo que algumas placas de vídeo trazem nos dvds de instalação) com as informações para quando você levar suas imagens para outro computador, basta levar junto seu perfil ICC que você terá os mesmos resultados.
Então ser você quer que as fotos que você trabalhou por tanto tempo para ficarem com as cores perfeitas sejam impressas exatamente iguais, o melhor que você pode fazer é ir no lab que você faz suas impressões e pedir o perfil de cores da impressora que eles usam.
Se você já instalou uma impressora na sua casa deve saber que nas opções de impressão você pode escolher o tipo de papel, gramatura e outras firulas. Para cada uma dessas diferentes opções a impressora tem um perfil de cor diferente, porque em cada situação a tinta é absorvida pelo tipo de papel de forma diferente, e quando uma tinta seca a cor fica levemente diferente. Sabendo a marca e modelo da impressora do seu lab, você pode procurar os perfis de cores na internet, ou até mesmo no próprio site do fabricante. Então quando você já sabe qual impressora e qual tipo de papel vai usar para o trabalho final, você vai nas opções de visualização do seu monitor e usa o perfil adequado, e quando você imprimir as fotos terão as cores exatas que você tanto trabalhou para alcançar.
Bom pessoal, por enquanto é só. Este artigo é uma breve explicação sobre as diferenças entre os perfis de cores, e como eles influenciam na imagem final. Claro que o tema é muito mais complexo, temos outras várias considerações, mas basicamente já conseguimos entender a importância de escolher o perfil certo já no momento da captação para evitar imprevistos na hora da pós, e como um monitor calibrado de acordo com o modo de impressão vai fazer com que tanto trabalho em busca das cores perfeitas não vá por água abaixo na hora da impressão e você tenha que refazer tudo.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Alpha 77 – estará na hora de investir em uma Sony?
Boatos estavam correndo na internet já há algum tempo, mas agora se torna realidade. A nova Sony Alpha 77 está chegando ao mercado e parece ser uma ótima câmera. Porém, sempre fica aquela pulga atrás da orelha. A primeira coisa que sempre me deixa triste é a utilização da tecnologia do espelho translúcido. Tudo bem que melhora a velocidade do sistema de autofocus no modo Live View, mas obriga a câmera a utilizar o view finder eletrônico. A Sony já anunciou que não vai mais trabalhar com visor ótico, mesmo em suas câmeras profissionais, então é melhor ir se acostumando. A segunda coisa é que todas as câmeras reflex da Sony que já peguei na mão (estou falando dos modelos de entrada) pareciam ser câmeras de brinquedo. Muito frágeis e com acabamento bem pobre. E por último temos a qualidade de imagem. As Sony Alpha sempre tiveram um probleminha com ruído.
Mas, talvez isso esteja melhorando. Olhando para a Alpha 77 eu vejo uma câmera que pode mudar um pouco essa história. O corpo do equipamento é feito de plástico industrial e metal, mostrando a durabilidade da câmera. O design não é dos melhores, mas talvez seja apenas minha mente apegada aos desenhos mais tradicionais. Outra coisa que faz diferença, pelo menos para mim, é a durabilidade do obturador prometida para 150 mil disparos. Características que já podem candidatar a câmera para alguns trabalhos profissionais. Outro conforto muito bem vindo são os dois visores LCD. Um na parte de trás da câmera (articulado) e outro superior, perto do botão disparador. Pode parecer bobeira, mas ajuda muito ter algumas informações disponíveis na parte de cima da câmera. Fechando a parte do design, temos uma empunhadura suave e ao mesmo tempo bem cavada, propiciando uma boa pegada, mesmo para quem tem mãos grandes.
A câmera chega ao mercado com um sensor CMOS APS-C de 24 megapixels. Aqui vamos a outra observação. Será que precisamos de tudo isso? Tudo bem que as possibilidades de corte na imagem se multiplicam e as impressões em grandes formatos ficam mais folgadas, mas penso que 18 megapixels seriam mais do que suficientes. Imaginem o tamanho do arquivo RAW gerado. Porém, outras características técnicas são muito interessantes. Por exemplo, a câmera pode fazer 12 fotos por segundo no modo contínuo. Essa é uma quantidade de fotos de respeito para um equipamento intermediário. Outra coisa que coloca a câmera um patamar acima da concorrência é a existência de contato PC para cabo de sincronismo. Tudo bem que atualmente tem muito radio flash no mercado com preço acessível, mas o cabo de sincronismo já me salvou em algumas situações. Por fim, a câmera possui um view finder eletrônico OLED com a resolução de 2,4 megapixels. Eu gostaria muito de ver a capacidade de representação da imagem desse novo visor. No mais, a câmera pode produzir vídeos em alta definição Full HD, velocidade ISO entre 100 e 16.000, velocidade do obturador chegando a 1/8000, microfone estéreo e possibilidade de micro ajuste do foco.
O Dpreview (sempre eles) já conseguiram colocar a mão em uma unidade da câmera e fizeram um pequeno teste e já colocaram no ar uma galeria com amostras de imagens. Olhando para o geral a câmera mostra uma boa representação de cores e detalhes. A maioria das fotos foram feiras de dia, mas algumas mostram a utilização do ISO 1250. Infelizmente, nessas condições o ruído já se torna evidente nas imagens. Pensando que a D7000 da Nikon, uma câmera que estaria um pouco abaixo da categoria da Alpha 77, pode chegar ao ISO 2000 de maneira tranqüila, então a Sony teria que correr um pouco mais no caminho da qualidade de imagem. Estranho, pois a câmera tem tudo para ser um produto de grande sucesso, mas esse pequeno detalhe do ruído sempre estraga um pouquinho a festa.
A nova Sony Alpha 77 vai estar a venda por US$ 1.400,00 (somente o corpo) ou por US$ 2000,00 com a nova lente SAL 16-50mm f2.8.
FONTE: Meio Bit